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Uma vida de lutas. Assim pode ser definida a trajetória existencial da pintora Aparecida Azedo, enfoque de exposição no Museu Nacional de Belas Artes e de um livro escrito por Ivan Alves Filho. Uma vida de lutas, sim, em todos os sentidos: no particular, no trabalho e, principalmente, na pintura. Porque não é fácil ser artista naïf no Brasil, sabemos todos. Primeiro porque a crítica de arte brasileira há muitos anos não lhe presta a mínima atenção, tão comprometida está com os mercadores de arte na divulgação de linguagens avançadinhas, uma vez que, pelo menos aqui, vanguarda não é nada daquilo que antecede e, sim, uma função acadêmica da arte. Desde
tempos imemoriais, nossos artistas de normas cultas têm que Tudo bem, nosso orgulho brasileiro foi sempre cotejar as novidades importadas, mesmo que artistas espontâneos como Chico da Silva (1910-1985) tenha conquistado premiação na Bienal de Veneza de 1962 e a pintora Lia Mittaraki (1934-1998) com sua visão paradisíaca do Rio de Janeiro figurasse na capa de revista norte-americana Time, por ocasião da Conferência Internacional de Ecologia, 1992. Lia Mitarraki foi a única artista brasileira a merecer essa honraria, sabiam? Uma
pintora como Aparecida Azedo, nascida numa pequena cidade paulista,
Brodowsky (a mesma onde nasceu o grande Portinari) Claro,
a visão de Aparecida dessa nossa terra que todos amamos é
aquela de qualquer artista de sua linhagem, ou seja, uma visão
onírica, visionária até, porque nela está Geraldo Edson de Andrade Ver
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